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A solidão serve para muitas coisas. Mais boas que ruins, acredite.
Vamos primeiro esmiuçar o tipo de solidão do qual falamos. Solidão, em sua maneira mais profunda de se entender, não é a ausência de pessoas ao redor. É a ausência de corações ao redor.
Ficar sozinho em casa, andar solitário pela rua não significa estar em solidão. Significa estar só, e só.
Estar na solidão significa ter muitas pessoas ao redor, pessoas que te admiram, que te conhecem bem, que tem certa amizade com você, mas que mantêm seus corações tão distantes do seu quanto estivessem do outro lado do mundo. É a sensação de estar falando um idioma que a tradução ninguém, além de você, conheça.
Essa é a solidão de que falamos neste texto.
E afinal, tão cruel assim, como pode haver mais coisas boas que ruins?
Podendo.
A solidão, entre outras coisas, serve de inspiração. Inspiração para as mais belas obras de arte já vistas. Os maiores quadros, os mais belos livros, as mais perfeitas esculturas, posso dizer de olhos fechados que foram concebidas em momentos de solidão.
Digo ainda mais: a própria Bíblia, quiçá, fora escrita em momentos de profunda solidão.
O próprio Jesus, no momento mais difícil de sua vida, tomou a decisão mais importante na solidão do Horto. E olhe que lá estavam os seus três maiores amigos.
Solidão é um momento, que surge quando Deus deseja, para nos tornar melhores e mais fortes. E, invariavelmente, nos torna.
Mais, muito além destes motivos já apresentados aqui, a solidão tem algo que é ainda mais belo, mais importante, mais precioso, mais fantástico. A solidão carrega algo de suprema importância, algo que nunca poderíamos esquecer ou ficar sem saber. Ela traz consigo a maior verdade e a mais “inédita” de toda a história da humanidade:
Deus existe.
Aí você pensa: “putz, esse cara tá me zoando... Faz esse estardalhaço todo pra dizer aquilo que todo mundo me diz”.
Ué, claro.
Brincadeiras a parte, isto faz todo o sentido.
A solidão nos ajuda a perceber que todas as coisas da nossa vida são passageiras. Por mais lindo que seja seu namoro, ele vai passar (tomara que bem velhinho). Por mais fantástica que seja sua carreira, ela vai terminar um dia. Por mais lindo esteja hoje o sol, a noite vai chegar. E quando tudo passa só sobra Deus.
E por isso que a solidão é bela. Porque nos leva ao início de tudo, como se a única maneira de consertar todos os nossos erros fosse voltando para o começo de tudo.
E na verdade, é.
Só voltando ao começo de tudo para consertar tudo e ser feliz. O começo de tudo é perceber que você só precisa de uma coisa para ser feliz e viver bem sua estadia aqui neste planeta: estar com Deus. Só disso que você precisa.
Todo o resto enfeita, alegra, adiciona, torna mais vivo, mas é apenas um “brinde”. O “prêmio principal” é ter esta consciência da sua necessidade constante de estar ao lado de Deus, não importa o que aconteça.
Portanto, meu querido, ânimo.
A solidão é um período em que não enxergamos bem, mas ainda pode-se “tatear” para caminhar seguro. Com cuidado e paciência, tudo volta aos conformes.
Aproveite bem este tempo para repensar conceitos, criar bons hábitos e, sobretudo, tomar consciência da importância de Deus na sua vida.
Não é que este tempo vá fazer você mudar de gostos, passar 23h por dia na igreja, virar um santo. É apenas um momento especial, que tem a função de fazer com que as pessoas aprendam a dar valor para o que realmente é essencial.
Busque seu essencial hoje.








